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sexta-feira, outubro 29, 2010

Ser Fluminense é ser incrível

        


Por Renato Melón
           O Sol retoma seu palco da Lua; o Dia reclama o espetáculo da Vida para si; tudo indica um recomeço. Ao levantar-me da cama, olho para a camisa verde, branco e grená – deixada carinhosamente - sobre a poltrona, iluminada pela fresta de luz que se escapava pela janela. A Esperança, a Paz e o Vigor, ressaltados pela luz do astro-rei, convidavam-me para mais um dia, para mais uma caminhada. Há que se seguir em frente.
            A decisão se aproxima... O Fluminense está a enfrentar uma série de desafios; como eu, como nós. De alguma forma, temos que tirar tudo de si, tudo do que há de bom dentro de nós e gritar para o Mundo: “Eu estou aqui porque acredito”. Esse é o princípio do Fluminense, “quem espera sempre alcança”; a Arte de Esperar... Mas a nossa Espera é diferente: nossa Espera é no agir, no Ser Fluminense.
            Quem acredita tem Sonhos, quem Sonha pinta a realidade. Falando em Sonhadores, Dom Quixote, o sonhador dos sonhadores, proclama: “O amor jamais fez algum covarde”. Ele estava certo: nem o amor, nem a paz, nem a esperança e tampouco o vigor fizeram da guerra uma coisa perdida. Temos um porto seguro dentro de nós: Fluminense.
            Se pararmos para pensar, nós, tricolores, nunca perdemos. O Fluminense é como a busca pela felicidade. Interminável... Infinito. Cada grito, cada emoção, cada lágrima – de dor ou de alegria - é um prêmio por sermos Fluminense. E, muitas vezes, a própria alegria se encontra na trajetória de sua busca, e não na sua parada final (se é que existe uma). Ver o Tricolor das Laranjeiras entrar em campo... É voltar a ser criança; é como sempre conhecer uma alegria pela primeira vez. O Fluminense enriquece nossas vidas, cada momento. Eu nunca sou derrotado; sou Fluminense. Nada é em vão para as três cores que traduzem tradição. Somos premiados o tempo todo; predestinados.
            Ao pegar a camisa deixada sobre a poltrona, tive a certeza de que tudo ficaria bem. Caiu-me uma pequena folha de papel caprichosamente dobrada e escondida em uma das lacunas do assento. Estava escrito:          
“And when you fear subside                                                                                                                                      And shadows still remain
I know that you can love me                       
When there’s no one left to blame”
“November Rain”, Guns ’n Roses. Por meio de uma antiga carta em vão, por meio de uma velha canção, o Fluminense falava comigo.
 Se a chuva é em novembro, como na canção, o Sol brilhará no dia 5 de dezembro; tal qual brilhou, quando iluminou meu manto, no vazio quarto, onde sonho: Seremos Campeões.
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''Fluminense nato, por Renato''
Essa coluna é escrita as sextas. 

Saudações Tricolores! 

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