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sexta-feira, novembro 19, 2010

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Por Renato Melón

 Em 1974, o incrível escritor chileno, Pablo Neruda, publicou uma de suas mais peculiares obras: "O Livro das Perguntas". Tal qual descrito por Ángela Lago, tal obra era uma "enxurrada de poesia". 
  
   No livro, as perguntas, ao mesmo tempo que parecem ingênuas, dão-nos a sensação de ansiedade, ignorância; mas de esperança. Parecida com aquelas típicas perguntas infantis, que, em alguns casos, colocam-nos em complicadas situações . Tudo é dúvida.

   No Campeonato Brasileiro, tudo é questionamento: será que o São Paulo entrega? E o Palmeiras? Mas, e se não entregarem? Será que o Vítória ganha do Corinthians? Será que o Corinthians perde do vitória? Será que o juiz vai roubar? Será que vai ter mala branca do Celsão?

   Como se vê, mas se faz perguntas do que se comenta sobre JOGAR BOLA, com certeza. A certeza que faz a maravilha desse esporte bretão. Que faz a mágica do imprevisível; tal qual o vislumbrar que se acende depois de um grande mistério, de uma enorme indagação.

   Diz Pablo Neruda, em sua supracitada obra:

"Sofre mais quem espera sempre
Ou quem nunca esperou ninguém?

Onde termina o arco-íris,
Em tua alma ou no horizonte?

Talvez uma estrela invisível
Seja o céu dos suicidas?" 

  Existem perguntas das quais jamais saberemos as respostas; ademais, quem sou eu - este pobre cronista - para responder alguma dessas ingagações; contudo, arrisco-me em alguma certeza, com alguma ação; que sempre supera o medo de uma dúvida:

Sofre quem não vive, nossa alma é o horizonte, os suicidas são o céu; as estrelas seus sorrisos.

Fluminense vive, é nosso horizonte da esperança; é o nosso rumo, a nossa estrela invisível, no injusto céu dos suicidas, que apenas os tricolores de coração conseguem ver.

Vai, Fluminense. Certeza é fé. Certeza é ação. Dúvida é medo. Ponto final.



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''Fluminense nato, por Renato''
Essa coluna, é escrita toda sexta-feira. Não deixe de acompanhar.


Saudações Tricolores!

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