Por Renato Melón
Em 21 de Junho de 1941, após ter conquistado a Europa Ocidental - e parte da oriental -, Adolf Hitler dá início à operação Barbarossa: a invasão da União Soviética. O império germânico estava tão certo da vitória que chegara a menosprezar o adversário; nas próprias palavras do chefe do 3º Reich: "Apenas um chute e a estrutura toda desabará". Pois é... Hitler não conhecia a força da "estrutura" do povo soviético...
O Fluminense, neste final de semana, enfrenta uma equipe do Centro Oeste brasileiro, a equipe do Goiás. Um time em situação paradoxal: semi-finalista da sul-americana e semi-finalista na conquista do rebaixamento no Campeonato brasileiro. Pensando-se rápido, não se é difícil de proferir: "é óbvio que vamos ganhar!". Bem, como já disse Sir Arthur Conan Doyle, no seu mais famoso personagem (Sherlock Holmes): "Não há nada mais enganador que o óbvio; as pessoas vêem, mas não sabem observar". Apesar da volta de Fred, Deco - e do possível retorno de Emerson - o Fluminense há de ter cuidado, há de ter fidalguia e nobreza para respeitar o adversário. A surpresa só alcança ao desprevenido.
Mas nem toda surpresa é ruim! Por exemplo, a expectativa é de ver um Engenhão lotado e colorido com as três cores que traduzem tradição; uma festa nunca antes vista naquele estádio. Uma festa de uma torcida que almeja ser campeã brasileira. Aliás, essa é a mágica do Fluminense: transformar o simples no estupendo; a gota d'água num oceano.
Ora pois, sobre 1941... Passados mais de 60 anos depois, o mundo já sabe a historia. Ao subestimar a força do povo soviético, Hitler viu suas expectativas frustradas: não conseguiu tomar Moscou a tempo e, ainda, viu seu exército ser destruído pelo rigoroso inverno russo. Não havia roupas adequadas, comida suficiente e os combustíveis estavam congelados. Houve o contra-ataque soviético, o que lhe provocou a derrota, com a tomada de Berlim - por tropas comunistas - em 1945.
Cuidemos, nós, tricolores, de não pensarmos como os alemães. Não queiramos ver um "museu de grandes novidades". Vale a máxima: o jogo só termina quando acaba.
Vamos com Fé, meu, teu, nosso, Fluminense.
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Essa coluna é escrita toda sexta-feira. Não deixe de acompanhar!
Saudações Tricolores
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