Por Ricardo F. dos Passos
Na parte 1 (link), mostrou-se que mesmo a falar pouco, Conca contempla seu objetivo alinhado.
Soube à hora de inverter a situação e demonstrar o que sabe pelo tricolor.
Valorizou o amor da torcida para poder se doar ao máximo, e assim, conquistarem juntos o tricampeonato brasileiro.
Dessa maneira, a receita do sucesso consiste no trabalho do argentino, que a cada jogo deixa lições gravadas na ata das almas tricolores, a rumar para a eternidade.
7) Auxilie seus Amigos na Jornada
Na jornada da vida, sozinho não se chega longe, aliás, não se chega a lugar nenhum.
Em pleno silêncio, o embalo do som de humildade auxilia o pequeno gênio, desse modo dedica o gol que ele fez para Washington.
O desacreditado permanece incrédulo.
De onde jorrou tanta humildade?
A jornada da vida pode refletir diversos caminhos, mas o caminho mais prazeroso surge ao darmos as mãos aqueles que precisam de apoio.
As palavras são como pregos.
Quando as proferimos, batemos na tora de madeira, a qual ganha um pequeno furo.
Se as usamos bem, com atitudes preenchidas de boa-fé, o prego continua ali, a incentivar a pessoa com um resquício de nossa presença.
Contudo, se jogadas ao vento, deixam um buraco.
Sim, amigos, um vão; um espelho do vazio; um buraco negro.
Conca preencheu, não só em Washington, o vazio, com uma gratidão tão pura quanto sincera.
8) Abuse da Criatividade
Ser criativo consiste em diferencial.
O diferencial torna a ação única.
Existem bilhões de pessoas no mundo, os pensamentos surgem a todo instante.
Em meio a tantas ideias, existe o comum, contudo, manifesta-se o diferencial, aquilo que brilha como um diamante das cores branco, verde e grená. Enquanto os outros jogadores chutam, repelem e carregam a bola, Conca samba com a bola nos pés.
Para que ferir uma amiga, para que machucá-la?
Cada jogada modifica-se de acordo com a inspiração, cada drible é único em sua sutileza, cada avanço é uma maratona olímpica, direto para Olímpio.
O berço dos deuses é a mente, e as jogadas nascem com o retrato do berço.
Vale à pena procurar a criatividade, ao achá-la abusar de suas formar, a fitar o adversário não por desrespeito, porém pelo amor ao brilho na beleza daquilo que faz.
9) Cada Experiência Traduz Crescimento
Quem avista o argentino o caracteriza como baixinho, pintor de rodapé e nanico, geralmente tímidos.
Outros personagens ilustres que mediam pouco aparecem na história, como Voltaire - 1,60m, Napoleão - 1,58m - e Pablo Picasso - 1,62m.
Quem conhece Conca, apenas anota o verbete: Gigante.
Em cada clube que o argentino passou como também em cada derrota entristecida brota uma experiência.
No Brasil, Conca jogou pelo Vasco e Fluminense, apesar de não se firmar no Clube da Colina, foi lá que adquiriu resistência física.
Os padrões argentinos e brasileiros se destoam em relação ao físico, assim Conca fez longos trabalhos para se adaptar ao futebol verde e amarelo.
Com os trabalhos de fortalecimento muscular adquiriu o vigor colossal que manteve no tricolor.
O mesmo vigor que esteve presente nas partidas do campeonato brasileiro, ao jogar todas as partidas e crescer em campo.
Nesse mesmo campeonato, Conca reutilizou a habilidade de armação presentes na Libertadores.
Reciclou, pois, cada passe de habilidade, assim ampliou seu repertório, a começar com desarmes, marcação e fome de gol.
As balizas indicavam com cada experiência de Conca o fizeram crescer.
Ao estufar as redes, sorria, ria-se de si mesmo, de como tudo valeu a pena.
Em uma equipe de futebol, cabe ao capitão assumir a responsabilidade.
Cabe a ele cobrar o resultado pelo time, pela camisa.
Quando em 2010, Fred se machucou, o pequenino da camisa 11 tomou a braçadeira e arregaçou as mangas da chuteira.
Caso semelhante ao de Marcão, capitão do Fluminense de 1999 a 2006, que simbolizou a ressurreição da série C para a série A.
Marcão suava a camisa e não hesitava em batalhar em campo, compensava a falta de técnica com raça ascendente.
Ambos assumiram a responsabilidade, mesmo que em momentos paralelos.
Ao assumir a responsabilidade, viraram referência em campo, um exemplo a ser seguido.
11) Não Mude para Agradar Alguém
Fred, Loco Abreu e Thiago Neves retratam um grande carisma, os quais geram rapidamente a identificação de torcedores.
Contudo, a timidez costuma fazer com que os jogadores sejam vistos como discretos, e raramente gera uma identificação imediata.
Com os anos no Tricolor mais amado do Brasil, Darío Conca passou a ser figura representativa do amor das tricolindas.
Carinhosamente, recebeu um apelido, o “Conquinha”.
Mesmo avesso às entrevistas, o jeito do argentino e, indubitavelmente, seu domínio na área profissional administram o amor das fãs.
As tricolores incentivam o pequenino, compreendem sua personalidade, como também os tricolores, que aprenderam a vê-lo além do pintos de rodapé.
Conca denota muito mais que timidez, denota seriedade.
Sua personalidade permanece inalterada.
Ele segue, portanto, a trabalhar eficientemente, com perseverança nos treinamentos e com a timidez de outrora.
Mas não precisa muda para nos agradar, ele já tem lugar cativo, nas estatuetas dos ídolos que domina o coração tricolor.
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E você, querido leitor, o que aprendeu com o Darío Leonardo Conca? Identificou-se com algum dos itens enumerados? Opine!
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Que estreia do Rafael Moura!
Apesar do pênalti, que até agora não encontrei nenhum, o He-Man já figura nos jornais argentinos, especialmente no Olé que comenta a ótima campanha que ele fez pelo Goiás.
Pelos poderes de Grayskull, vai Fluminense!
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Saiu ontem a lista da fase de grupo da Libertadores. Deco e Émerson, machucados, dentro.
Diogo ficou de fora, e no lugar dele o Ygor colombiano - Valencia.
Bola fora do Muricy.
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"Coluna do Ricardo F. dos Passos."
Toda terça-feira aqui no Buteco do Tricolor. Comente e sugira uma pauta para o próximo texto da coluna. Sua opinião é de grande importância.
Twitter - @rfpassos
Uma magnífica semana, todo poder do pó-de-arroz ao Fluminense.
Uma magnífica semana, todo poder do pó-de-arroz ao Fluminense.

Ficou um lixo.
ResponderExcluir@Eduardo, respeito sua opinião. Mas e os argumentos? Não me convenceu, a trajetória de um ídolo vale muito mais que palavras ao vento.
ResponderExcluirS.T.
Muito Bom ! OLÉ OLÉ OLÉ OLÁ! CONCA! CONCA!
ResponderExcluirST
ótimo texto, guri. conca e washington merecem atenção, foram símbolos do título!!! no mais concordo com os itens, ST
ResponderExcluir@Alexandre, obrigado por comentar! Outra fervorosa ST
ResponderExcluir@Rogérinhoo, valeu, eu citei o W99, mas o texto era sobre o Conca mesmo. Flw!
Querido!!! Ficou muito bom!!!! Parabens!!!
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