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terça-feira, fevereiro 22, 2011

5 Dicas de Como Jogar Dinheiro no Lixo

Por Ricardo F. dos Passos




Dinheiro molha na mão, molha nos olhos.

Molha a pele com suor, molha os dias com tristeza ou glória.

Seria soberba obter uma grande quantia e não estudar calmamente como utilizá-la?

Provavelmente não, seria incoerência pura.

Incoerência nada tem a ver com dinheiro, isto é, ela surge de algo inventado, que desvia garantias e segurança.

Quando o dinheiro tem as cores verde, branco e grená, parecem que somem os fundos, a fim de gerar um pânico bancário.

Eis que surge, de tempos em tempos, bons velhinhos que garantes um pouco dele, do dinheiro molhado. 

Esses mesmo velhinhos sentam com os cartolas e sugerem pautas com nomes de jogadores. 

Os Cavaleiros da Távora Redonda são mencionados.

Verdadeiros heróis, apostas fortíssimas. 

As necessidades tricolores pouco são observadas, uma vez que existem outras nece$$idades em jogo, e estas não vão para a Rua Álvaro Chaves, porém repercutem pelo Brasil inteiro.

Oportuno, certo?

Talvez, porém a cegueira com as peças caras beiram a loucura. 

Ao jogar xadrez, por exemplo, o tabuleiro mais adequado tem peças lustradas, novas e polidas. 

Ainda no duelo de xadrez, o mestre que encaixa as peças por entre os espaços em preto e branco reflete o domínio da equipe. 

O Fluminense poderia aprender com mil, ou melhor, milhões de lições. 

Li esta semana um artigo do Leandro Dias, no NetFlu, a recriar tais lições, em forma de “fábula”.

É tão difícil acreditar no que acontece no laranjal que criamos mitos para explicar e, nem assim, descobrimos.

Podemos elencar algumas atitudes dessas, que inventam peças, para avaliar o elenco que disputará a partida contra o Nacional, do Uruguai.

Como que chegamos ao ponto de vida ou morte na segunda partida da competição? 

Impressão minha ou meus dias de boa vista desceram ladeira abaixo?

Vamos as dicas:


1)      Contrate jogadores velhos, não obstante lembre do “espírito de campeão” como desculpa esfarrapada.

2)      Ponha a culpa no goleiro, mas nunca avalie quem os prepara. 

3)      Não contrate zagueiros, em um elenco administrado por um técnico retranqueiro.

4)      Ao invés de abusar do marketing em uma marca em alta, sucumba às dívidas. 

5)      Evite um CT, já que seus jogadores são de titânio, com ligas de diamante salpicados e não precisam de preparação física de qualidade. 


Enquanto isso os chuveirinhos continuam, e não para limpeza. 

É bem verdade: São a única saída.

Contudo, são a saída de incêndio!

Vencer consiste em competência, não em experimentos, como citei na coluna da semana passada. 

O laboratório de Muricy acabou, é nisso que acreditaremos até amanhã à noite. 

O Engenhão será a bacia de almas, que se unirá para escrever uma nova história, grafada entre as linhas tortuosas.

Se não jogarmos o sucesso no lixo, descobriremos que o sucesso mora bem ali, basta acordá-lo.

O gigante Golias triunfará novamente, já com seu manto tricampeão sobre as costas.




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Rodriguinho cambaleou pelo chão, em lance de rara habilidade, o furão “mustela” desviou a bola, de modo que ao chutar com a técnica irrefutável de sempre o jogador se machucasse. Três meses de sofrimento, ou alívio... O atacante se machucou com o ar. Ar Pelé. 

Rodriguinho fora, Diogo dentro. Ainda dá tempo de inscrever o volante na Libertadores. 


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Outra surpresa boa seria Tartá reaparecer, mas isto o comandante tricolor não garante...




*A pedido do Matheus Frigols, a partir da semana que vem o espaço será aberto ao Projeto Arena, parceiro do site -  no qual sou integrante e fundador, ao lado de meus amigos tricolores.

*Pauta da coluna sugerida por Martins Laureno, ao me citar sua ilusão com um elenco tão caro e previsível. Obrigado pela contribuição.




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"Coluna do Ricardo F.  dos Passos."


Toda terça-feira aqui no Buteco do Tricolor. Comente e sugira uma pauta para o próximo texto da coluna. Sua opinião é de grande importância.

Twitter - @rfpassos


Uma magnífica semana, todo poder do pó-de-arroz ao Fluminense.


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